Soja |
|
Dieta para percevejo permite controle biológico |
Alimentação especial permite criação de praga da soja em laboratório, assim como inimigo natural lançado ao campo |
|
|
Kamila Pitombeira
01/11/2012
|
Carregando...
O principal inseticida para controlar os percevejos de soja, o Endosulfan foi proibido de ser produzido e deverá ser retirado do mercado em 2013. No entanto, a USP-Esalq, em parceria com outras instituições, tem desenvolvido uma dieta especial para a criação do percevejo marrom, propiciando assim, a criação também de seu inimigo natural. O grande benefício da técnica seria o controle da praga por métodos biológicos, ou seja, sem o uso de produtos químicos e sem danos ao meio ambiente e aos consumidores.
— O percevejo marrom da soja tem sido o principal problema da cultura. Há algum tempo, existia um programa de controle biológico realizado pela Embrapa que esbarrava na possibilidade de criar o percevejo praga em laboratório, pois ele se degenerava após algumas gerações. Por isso, criamos uma dieta para a criação da praga sem que ela se degenere — conta José Roberto Parra, professor do departamento de entomologia e acarologia da USP-Esalq.
Desde que racionalmente utilizadas, o professor afirma que os controles através das vespas podem ser semelhantes aos dos inseticidas, contando ainda com o benefício da não ocorrência de problemas ambientais. Portanto, uma vez liberado no campo, o inseto funciona como um inseticida.
— Não queremos, portanto, saber se ele vai continuar no campo. Queremos saber se, após a sua liberação, ele exerce um controle imediato. Essa é a grande vantagem — explica Parra.
De acordo com ele, a grande vantagem da técnica é o controle biológico, que evita o acúmulo de produtos químicos na cultura, além de não trazer riscos ao aplicador, à água e ao meio ambiente, não causando ainda problemas aos consumidores.
— A técnica deve ser repassada para a indústria, ou seja, para quem quiser fazer uso dela. Uma vez assimilada a tecnologia, eles vão mudar a escala de produção e, dentro de dois ou três anos, ela já poderá ser utilizada — afirma.
Para mais informações, basta entrar em contato com a USP-Esalq através do número (19) 3429-4100.
Reportagem exclusiva orinalmente publicada em 28/12/2011
|
|
|
Aviso Legal
Para fins comerciais e/ou profissionais, em sendo citados os devidos créditos de autoria do material e do Jornal Dia de Campo como fonte original, com remissão para o site do veículo: www.diadecampo.com.br, não há objeção à reprodução total ou parcial de nossos conteúdos em qualquer tipo de mídia. A não observância integral desses critérios, todavia, implica na violação de direitos autorais, conforme Lei Nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998, incorrendo em danos morais aos autores. |
|
|
Alcindo
21/08/2012 - 11:41
Sem ser pessimista,pode funcionar
Alcindo
21/08/2012 - 12:02
enquanto existirem no sistema os produtamido os não seletivos, é complicado pensar em controle biológico com sustentabilidade, pois não vendem mais o endosulfan , agora não venderão mais o methamidophos, porém o produtor vai aplicar o que, talvez ele opte pelo pior, voltar no tempo e aplicar os genéricos dos antigos mata tudo não seletivos, que são piores, o que desencadeou a proibição foram os resíduos contidos noa alimentos, então se o o produto não deixa resíduo, deixa vender e aplicar, não causa risco a saúde, porém para o controle biológico são uma bomba, nem precisa o produtor aplicar, se o vizinho aplica , põe toda a minha tecnologia em risco, então, ou se faz uma coisa séria, ou pesquisadores e agricultores, ficam refens do sitema. É como proibir a maconha e liberar o crack.
maíra
01/11/2012 - 20:24
Acredito na proposta acima citada. Todos sabem os maleficios causados pelo uso de agrotóxicos:principalmente pelo uso indiscriminado.E que todos em maior ou menor quantidade deixa resíduos nos alimentos e que será depositado em nós. Os riscos são altíssimos- nossa saúde é colocada em risco! se algum tipo de produto foi proibido é porque alguma coisa existia de errado,então temos que parar e refletir,não podemos nos limitar em apenas um aspecto,mas ter uma visão holística. Se falamos em controle biológico,consequentemente falamos em sustentabilidade. Os beneficíos que trazem dispensam qualquer explicação. Falar em alternativas de controle é falar de coisa séria,não é em vão que milhares de pessoas estudam,pesquisam e contribuem para que alternativas como essas sejam disponibilizadas. Seríamos refém de um sistema se continuassemos utilizando produtos danosos à saúde e não tivéssemos escolhas. O atual sistema de produção coloca em risco toda a nossa tecnologia.
|
|
|
|
|