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Nivea Schunk e Kamila Pitombeira
01/10/2012
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Com a crescente preocupação ambiental, muitas empresas e organizações têm buscado novos sistemas e tecnologias para evitar a agressão ao meio ambiente. Com base nisso, a Empresa Mato Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) apresenta o sistema de manejo de pasto rotacionado, que promete minimizar os custos de produção e recuperar áreas de pastagem. Segundo o Doutor Francisco Campos, pesquisador da Empaer, a vantagem do sistema rotacionado de pastagem é a ocupação com um maior número de animais em uma pequena área.
— Com o sistema, o produtor pode controlar tanto a entrada, como a saída dos animais, além do período de ocupação das pastagens, minimizando o custo de produção, elevado em uma grande área — afirma o pesquisador.
A pastagem rotacionada é feita em piquetes, de forma que a dimensão de cada piquete deve estar de acordo com o número de animais que o produtor vai utilizar. De acordo com Campos, cada piquete é usado em um período de 1 a 15 dias, desde que obedeça a uma rotação de, no mínimo, um mês, para que o produtor possa retornar esses animais nos piquetes.
— Assim estabelecido o sistema rotacional de pastagem, o produtor deve ter cuidado com o manejo dessa pastagem, principalmente em relação à entrada e saída dos animais em cada piquete, que deve corresponder ao número de animais por hectare — orienta.
Outro cuidado citado pelo pesquisador é em relação à identificação de cerca, que pode ser tanto fixa, como provisória ou eletrificada. Já o tempo no qual o gado fica em cada piquete, segundo ele, depende do número de animais que o produtor está utilizando e da dimensão de cada piquete.
— Se o produtor tem uma área com 30 piquetes de um hectare cada, a quantidade de animais que entra em cada um deles depende da gramínea que está sendo utilizada e do período. Por exemplo, em épocas de chuva, cabe um número maior de animais — explica.
O planejamento, de acordo com Campos, também depende da área de cada propriedade, bem como a quantidade de animais, o tipo de capim utilizado e o sistema de cerca usado. Para ele, esse planejamento é muito importante para o custo de produção do sistema rotacionado que, apesar de não ser barato, começa a dar lucro assim que implantado.
— De dois a três anos, o produtor já começa a ter resultados e a pagar o que implantou. Hoje, acho que em todas as propriedades da região Centro-Oeste, ricas em água, o produtor deveria instituir o sistema de pastagem rotacionado exatamente para minimizar o custo, tornar sua área mais rentável e ir de encontro ao sistema ecológico de pastagem ou à recuperação de áreas de pastagem — afirma o pesquisador.
Ele diz que, hoje, o custo médio de formação de um hectare de pastagem gira em torno de R$1500 a R$2000 reais na região Centro-Oeste. Já no sistema rotacionado, esse valor dobra. Para ele, o pecuarista não tem condições de recuperar sua área de pastagem e fazer um sistema integrado como esse sozinho. Para isso, Campos afirma que seria necessário um crédito do Governo Federal ou de organizações internacionais.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Empaer através do número (65) 3613-1700.

Reportagem exclusiva originalmente publicada em 20/05/2011
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