Tema muito discutido em fóruns e entre agricultores por todo o país, a transgenia é um assunto que gera muitas controvérsias. Híbridos e transgenias do milho foi um dos temas abordados no Dia de Campo sobre produção de sementes de mamona e cultura do milho, que aconteceu no dia 19 de abril, em Jaíba, norte de Minas Gerais. Segundo Dimas Del Bosco, coordenador técnico de vendas da Pioneer, toda região quente tem uma incidência muito grande de pragas e o híbrido transgênico trouxe certa tranqüilidade.
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— Isso porque, antigamente, os produtores faziam muitas aplicações de inseticida indiscriminadas e sem controle. Com isso, a produtividade era afetada porque o índice de infestação na planta continuava elevado. A introdução da transgenia, principalmente nessas regiões, trouxe um benefício para a produtividade de 15% a 20% — afirma o coordenador.
De acordo com ele, a transgenia foi muito vantajosa, tanto para o produtor, que aumentou sua produtividade, quanto para o meio ambiente, que deixou de receber de 3L a 4L de inseticida por cada safra. A única recomendação para o produtor, como diz Del Bosco, é que o agricultor mantenha 10% da lavoura dele como milho convencional. Isso serve para quebrar a resistência do inseto à proteína do milho transgênico.
Ele explica ainda que outro cuidado é com relação à lei da coexistência. Segundo o coordenador, deve ser respeitado o direito do produtor que quer plantar milho convencional através da área de coexistência, que seriam 10 linhas mais 20m de distância da lavoura do vizinho que planta o milho convencional. Já em relação às diversas discussões do público sobre o tema transgenia como, por exemplo, o risco que poderia causar à saúde humana, Del Bosco tem opinião formada.
— Temos a transgenia como próxima ao natural. Na verdade, ela nos proporciona o ganho de vários anos. Isso porque, em vez de tentar introduzir isso de uma forma demorada, com a descoberta do DNA, conseguimos fazer combinações. Essa tecnologia já existe há 18 anos e não existe nenhum relato de problemas causados pelo milho transgênico, seja de alergia, doenças ou desencadeamento ambiental — fala.
Ele explica que existe um produto chamado Dipel, à base de bacillus thuringiensis, mesma bactéria que é introduzida no DNA do milho transgênico. Esse produto, de acordo com ele, é recomendado para a agricultura orgânica.
— É um produto feito a base de uma bactéria retirada da natureza para ser pulverizado na planta. É aí que perguntamos qual a diferença de se pulverizar a planta e esse mesmo produto ir no DNA do milho. Desse jeito, o milho produz essa bactéria nas folhas e nas espigas, acabando com o problema do ataque de lagartas — conta.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Pioneer através do número (51) 3719-7700.
