Tecnologias em pós-colheita aumentam vida útil de produtos hortícolas

Refrigeração, aplicação de fungicidas, uso de cera e embalagens diferenciadas mantém qualidade dos produtos por mais tempo

Juliana Royo
Manejo

Um grande problema enfrentado pelos produtores de hortícolas são as grandes perdas que ocorrem por falta de cuidados ou de uso tecnológico, o que acarreta vários prejuízos econômicos. Por isso, é importante investir em uma boa tecnologia de pós-colheita que seja adequada para a produção do agricultor. O resfriamento, a aplicação de fungicidas, o uso de ceras e embalagens modernas conservam o produto mantendo a qualidade por mais tempo. O resultado é que o produtor consegue aumentar a vida útil do seu produto de dois dias para até mais de dez dias e pode comercializar com locais mais distantes, porque o produto vai chegar inteiro e com qualidade mesmo que precise viajar longas distâncias.

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— As tecnologias em pós-colheita de produtos hortícolas são uma alternativa que nós temos para conservar os produtos. Este aumento na vida útil permite que se distribua de forma mais livre o produto, porque um dos grandes problemas que nós temos são as perdas. As perdas são um negócio terrível porque leva com eles todo o trabalho, a energia colocada como combustível no processo, todos os insumos, todo o lucro do produtor. Com isso, ele pode atingir um mercado mais distante da sua propriedade ou mercados mais exigentes como o de exportação. Nós produzimos maçã no Rio Grande do Sul e vendemos na Europa, nos EUA, em todo o mundo, assim como o citros brasileiro. Isto é a boa tecnologia de pós-colheita que proporciona — explica José Fernando Durigan, professor da Universidade Estadual Paulista, campus Jaboticabal.

As tecnologias pós-colheitas exigem investimento financeiro, mas a recompensa em um curto prazo tem resultados positivos. Se o produtor quer fazer comércio com outras cidades e tem condição de oferecer um bom produto, o investimento vale a pena. Mas Durigan lembra que é preciso levar o custo-benefício em conta. Não adianta um agricultor querer investir pesado em tecnologia se ele vai comercializar o produto perto do seu local de produção ou se ele não tem condições de plantio e manejo adequados. Um ponto muito importante passa pelo estágio anterior à pós-colheita porque a qualidade depende das condições de plantio, do ponto de colheita e o manejo de pragas e doenças.