Os produtores de Quixabá, em Pernambuco, alcançaram resultados positivos com a prática de armazenamento e conservação de forragem em silos e, consequentemente, o uso da silagem na alimentação animal, principalmente nos períodos críticos de estiagem.
O Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, por meio do escritório local de Quixaba, pertencente à Gerencia Regional do IPA de Afogados da Ingazeira, quando de sua abertura em 2008, identificou a necessidade de utilizar essa prática. A utilização de silos veio por meio da implantação, em 2011, do Projeto para difusão de Tecnologias de Convivência com Semiárido, apresentado pelo pesquisador do IPA, Valderedes Martins, com apoio e financiamento do Banco do Nordeste. A iniciativa contou, primeiramente, com a participação do produtor Luiz Jacinto Ferreira, da Comunidade Sítio Umburana.
Essa experiência viabilizou a implantação de uma Unidade Técnica Demonstrativa e do primeiro exemplar de silo, do tipo trincheira (improvisado), em Quixabá, com capacidade de, aproximadamente, 10 toneladas de forragem. A divulgação e demonstração, inclusive apresentação dos resultados, contou com acompanhamento técnico do extensionista do IPA, Antônio da Silva Carvalho.
“Nessas ações foram utilizados silos com capacidade entre cinco e 30 toneladas por unidade construída, utilizando forragens das culturas de Sorgo Forrageiro proveniente da distribuição de Sementes, pelo IPA, de capim e ou milho”, explica o extensionista do IPA, Antônio da Silva Carvalho. Segundo ele, todos os produtores participam do Pronaf e são clientes do Banco do Nordeste da Agência de Sertânia. Para o acesso ao PRONAF Estiagem, os produtores contaram com o apoio do IPA, na elaboração, sistematização, acompanhamento técnico e implantação desses projetos. As construções dos Silos foram realizadas, em sua maioria, com recursos dos próprios dos produtores, que fizeram mutirões em suas comunidades.