Resultados obtidos na pulverização foliar de nitrogênio em videiras da Serra Gaúcha do Rio Grande do Sul

Em uma única dose, a aplicação foliar de nitrogênio aumentou de forma linear a sua concentração nas folhas inteiras coletadas 7 e 14 dias após aplicação

Aline Jesus
Pulverização

A pesquisa conduzida pela Embrapa Uva e Vinho objetivou avaliar o efeito de aplicações foliares de nitrogênio no seu teor nas folhas e sobre as suas reservas nitrogenadas e de carboidratos nas gemas dos ramos do ano. Realizado em um vinhedo de viníferas, a cultivar escolhida foi a Chenin Blanc, enxertada sobre o porta-enxerto 101-14, sendo as videiras plantadas em 1986.

Como resultado os pesquisadores observaram que, em uma única vez, a aplicação foliar de todas as doses de nitrogênio aumentou de forma linear a sua concentração nas folhas inteiras coletadas 7 e 14 dias após aplicação. Até os 21 dias, houve aumento com duas aplicações. Já com três aplicações, a concentração ocorreu em até sete dias. O resultado mostrou que as aplicações foliares de nitrogênio aumentaram o teor do nutriente na folha inteira, em épocas de coletas próximas às aplicações. Estudiosos acreditam que isto ocorre porque a videira possui folhas com cutícula pouco espessa, grande espaço intercelular do tecido lacunoso e abundância de pêlos na superfície adaxial, facilitando a absorção do nitrogênio quando aplicado nas primeiras horas depois da sua aplicação.

Outro aspecto observado foi que o nitrogênio aplicado via foliar diminuiu os teores de amido e de carboidratos solúveis nas gemas dos ramos do ano. Por outro lado, não houve afetação quanto aos teores de carboidratos redutores e os totais de aminoácidos  proteínas.
 

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