Resposta do arroz à aplicação de calcário e gesso em superfície na implantação do sistema de plantio direto

Estudo da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul conclui que aplicação de corretivos em superfície aumenta produtividade de grãos de cultivares de arroz

Redação
Correção de solo

Um estudo da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul concluiu que a aplicação dos corretivos em superfície aumenta a produtividade de grãos das cultivares de arroz de terras altas.
 
O experimento foi conduzido na Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, Botucatu (SP), em um Latossolo Vermelho distroférrico. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados em esquema de parcelas subsubdivididas, com quatro repetições.
 
Nas parcelas de 5,2 x 18,0 metros, foram aplicados, em outubro de 2002, quatro doses de calcário dolomítico na superfície, com 71% de PRNT (0, 1.100, 2.700 e 4.300 quilos por hectare, calculadas visando elevar a saturação por base do solo na camada de 0 a 0,20 metros à 50%, 70% e 90%, respectivamente.
 
As subparcelas de 5,2 x 9,0 metros foram constituídas pela aplicação de gesso agrícola (sem e com a aplicação de 2.100 quilos por hectare). Nas subsubparcelas, formadas por oito linhas de 9,0 metros, entraram os cultivares de arroz, Caiapó e IAC 202, no espaçamento de 0,3 metros entre linha.
 
O arroz foi semeado no dia 20/11/2002, utilizando-se aproximadamente 70 sementes por metro de linha. A adubação básica nos sulcos de semeadura constituiu-se de 300 quilos por hectare da fórmula-NPK 08-28-16 + 4,5% de S + 0,5% de zinco.
 
No final do ciclo da cultura, determinou-se o número de panículas m-2, o número espiguetas por panícula, a fertilidade das espiguetas, a massa de mil grãos e a produtividade de grãos.
 
Quanto a este último elemento, a produtividade média de grãos da Caiapó foi de 1.721 quilos por hectare e 2.064 quilos por hectare, para sem e com a aplicação de gesso. Já resposta para a IAC 202 foi de 970 quilos por hectare e 906 quilos por hectare, neste caso não diferindo estatisticamente pelo teste de DMS (P=0,05).