O projeto Manarosa é uma iniciativa da Embrapa Amazônia Ocidental para disponibilizar tecnologias acerca das culturas da banana e mandioca nos municípios de Manacapuru e Manaus, no Amazonas. O propósito é criar mecanismos de organização e interação entre produtores, pesquisa, assistência técnica e outros segmentos da cadeia produtiva. A pesquisadora Mirza Pereira atrela o sucesso e a continuidade desse processo à implementação de boas práticas de escoamento e comercialização.
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A idéia surgiu por meio de um bem sucedido trabalho com mandioca na comunidade do Manairão. Já na localidade conhecida como Pau-Rosa, a demanda veio de ex-carvoeiros beneficiados por um projeto da Embrapa na área de hortaliças. Após a prévia instalação de unidades de orientação e demonstração tecnológica, um núcleo composto por agricultores, profissionais da Embrapa, da Secretaria de Produção do Município e outros órgãos será responsável pela gestão de todas as atividades do Manarosa.
— É claro que para escrever o projeto tivemos que preconizar algumas ações. Porém, tanto a seleção de locais e agricultores, quanto a forma de trabalhar as capacitações serão feitas em parceria com esse núcleo. Nós temos informações técnicas, mas as decisões finais serão tomadas em conjunto. Essa é a característica mais interessante da experiência — explica.
Grande gargalo no estado, a escassez de bons materiais propagativos disponíveis será resolvida com a utilização do método de propagação rápida, que garantirá um exponencial de produção de mudas muito maior e mais rápido.
— Pelo método convencional, uma planta gera no máximo dez manivas, e cada maniva compõe uma cova. Cada planta dessas, em cerca de doze meses, proporciona 100 plantas novas. No sistema rápido, uma maniva rende o dobro, proporcionando ao final, o plantio de até 1600 covas. A cada 50 dias se pode tirar grande quantidade de mudas. O interesse principal é fornecer esse material de origem assegurada para o maior número de agricultores — revela.
Iniciado no final 2009, o projeto tem previsão de três anos. E a expectativa é que ao final desse tempo as comunidades possam estar no segundo ciclo de banana e mandioca. As cultivares ainda não estão definidas, mas de acordo com o rendimento médio das variedades recomendadas pela Embrapa, o ganho produtivo na região será bastante expressivo.
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