Considerado uma promessa para a produção de combustível no Brasil, o pinhão manso (Jatropha curcas L.) vem sendo estudado por várias regiões do Brasil. A Embrapa Roraima testou a produção de mudas utilizando o sistema de multiplicação por estacas.
A partir dos resultados, os pesquisadores afirmam que as estacas retiradas da base dos ramos, possivelmente por apresentarem as gemas já maduras, foram mais rápidas em desenvolver raízes do que as estacas retiradas do ápice dos ramos, ao passo que nestas últimas, verificou-se maior tendência de desenvolver a parte aérea.
Com o objetivo de avaliar a produção de mudas a partir de estacas obtidas da base (lenhosas) e do ápice (herbáceas) de ramos de plantas, o experimento foi realizado no cerrado nativo de Roraima, em área da fazenda Santa Cecília “banho do Mimi”, no Município de Cantá (RR), sobre Latossolo Amarelo, textura média. A terra foi preparada com aração e gradagem e as estacas foram obtidas pelo corte de ramos das plantas no inicio da rebrota, selecionando-se as localizadas na base dos ramos e do ápice
com 40 a 45 centímetros cada.
A estaquia teve índice de sobrevivência de 99%. Segundo os pesquisadores, os resultados médios de massa seca de raízes produzidas pelas estacas retiradas aos 90 e aos 300 dias apresentaram diferenças significativas tanto entre as formas pelas quais as estacas foram obtidas, quanto entre as épocas de avaliação.
O pinhão manso possui alto teor de óleo nas sementes e é resistente a condições marginais de plantio, por isso também é usado no controle de erosão, e na recuperação de áreas degradadas e contenção de encostas e de dunas, além de servir como cerca viva em divisões internas ou nos limites de propriedades rurais.