Para evitar que insetos-pragas se disseminem pela cultura cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul, a Embrapa Agropecuária Oeste fez um alerta aos produtores. O Comunicado Técnico de 152, de 2009, traz as características de dois desses bichos e os prejuízos que podem causar no canavial.
Em todo o Brasil houve aumento territorial significativo na última safra de cana-de-açúcar. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nacionalmente a área produzida superou 7,5 milhões de hectares. Mas foi Mato Grosso do Sul que registrou a maior expansão da cultura, 32%, com expectativa de crescer mais que os 210 mil hectares registrados pelo Anuário Brasileiro de Cana-de-açúcar em 2007. Calcula-se que, em função das usinas que ainda estão em fase de implantação no Estado, o total de área destinadas à canavicultura atinja um milhão de hectares.
O Gorgulho-da-cana, Sphenophorus levis (Coleoptera: Curculionidae) é um besouro de 15 milímetros de comprimento. Sob infestações severas dessa praga, as touceiras morrem, causando falhas na rebrota. Em São Paulo, registros apontam perdas de até 30 toneladas por hectare. Como depois de alastrada a praga é de difícil controle, recomenda-se cuidado no transporte de mudas.
Além da adoção de um viveiro nas áreas onde serão implantados os canaviais, utilizando mudas de meristema “in vitro” ou de material advindo de tratamento térmico.
Outro inseto danoso é a Broca-Gigante, Telchin licus (Lepidoptera: Castniidae). Quando na forma de lagarta, essa mariposa danifica o colmo da cana, abrindo galerias de baixo para cima até 1/3 da altura do colmo da planta, deixando-o oco. Ou mata ou facilita a penetração de fungos da podridão vermelha, que invertem a sacarose, diminuindo a produção de açúcar. O cuidado com as mudas também é a prevenção para que seja introduzida na cultura sul-mato-grossense.
De acordo com o agrômomo Harley Nonato de Oliveira, caso alguma dessas pragas seja encontrada em áreas de cultivo com cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul, comunique a Embrapa pelo correio eletrônico que se encontra na Ficha Técnica. Para saber mais detalhes sobre os dois males, faça o download do arquivo.
: [email protected]. Clique aqui e saiba mais sobre esses dois males (http://www.cpao.embrapa.br/publicacoes/ficha.php?tipo=COT&num=152&ano=2009). ESSE É UM LINK QUE TAMBÉM NÃO ABRE O PDF, MAS VAI PARA A PÁGINA EM QUE ELE SE ENCONTRA...