Poda seca no sistema Scott Henry

Realizada em regiões tropicais, a poda seca é feita quando os ramos estão maduros, até seis meses de idade. Utilizar produtos que promovam a brotação também é uma medida indispensável nestas regiões

Aline Jesus
Tratos Culturais

Em regiões tropicais, a poda seca deve ser realizada quando os ramos estiverem maduros, com até seis meses de idade. Portanto, é essencial nestas regiões o uso de produtos que promovam a brotação das plantas. Em climas tropicais, a videira apresenta crescimento de brotos apicais em relação aos anteriores do mesmo lado nas varas. Com isso, o número de brotos viáveis diminui em razão da insuficiência de área foliar nos brotos dominados, sendo melhor considerar o número de varas por hectare, como nas regiões de climas temperados.

Por outro lado, no crescimento de brotos apicais, torna-se difícil adotar o esquema de poda mista sucessivamente, varas e esporões na mesma planta. Segundo os pesquisadores isto ocorre porque os ramos dos esporões são mais fracos, o que causa instabilidade de produção ao longo dos anos. Por esta razão, é melhor que o produtor adote sucessivos ciclos alternados de poda curta (duas gemas) e poda longa (sete gemas). A poda longa deverá ser feita de março a junho, período seco em que a colheita das uvas é de melhor qualidade em relação à cor, teor de açúcares e à sanidade.

Quanto à primeira poda, esta deve ser longa e realizada no primeiro ano, mas, algumas varas com calibre menor que 5 a 6 milímetro devem ser podadas curtas com duas gemas. Nos anos seguintes, para a poda curta, o ideal é formar boas varas com calibre de 8 a 12 milímetros que serão submetidas à poda longa. Já a poda curta deve ser realizada 30 dias após a colheita, e o produtor pode optar por deixar ou não uma safrinha.

Em relação aos tratamentos fitossanitários, as cultivares rústicas são menos sensíveis às doenças fúngicas do que as cultivares de uvas finas. Por isso, a qualidade de uvas no período chuvoso dependerá da adoção de tratamentos fitossanitários eficazes nas doenças do míldio e ferrugem. O uso de produtos com ação de contato e/ou ação de profundidade no controle químico não tem proporcionado um controle eficaz no míldio devido à própria disposição das folhas, do curto período de proteção dos produtos em regiões tropicais e da alta intensidade de precipitação pluviométrica.


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