Plantas daninhas na soja: resistência a herbicidas e dessecação

Plantas daninhas que adquiriram resistência a herbicidas são mais difíceis de serem controladas. A Fundação MS explica o problema e aponta a dessecação como uma ferramenta estratégica

Pedro Zuazo
Invasoras

Resistência de plantas daninhas a herbicidas

Na cultura da soja, o controle com herbicidas químicos é o principal método utilizado para solucionar o problema de plantas invasoras. Alguns biótipos de plantas daninhas, entretanto, possuem uma capacidade natural e herdável de resistência a herbicidas. Essas plantas sobrevivem e se reproduzem mesmo após a exposição a uma dose de herbicida que seria letal a uma população normal da mesma espécie.

A seleção natural de biótipos resistentes é causada por alguns fatores, entre eles o ciclo de vida curto, a elevada produção de sementes, a baixa dormência de sementes e a grande diversidade genética. A seleção de biótipos resistentes é favorecida por características dos herbicidas e do sistema de produção. Por isso, é fundamental para as técnicas de manejo o uso de medidas que retardem o aparecimento de plantas daninhas resistentes em uma determinada área.

Dessecação em pré-colheita

A aplicação de dessecantes em pré-colheita é uma medida que pode ser tomada apenas em áreas de produção de grãos para controlar plantas daninhas ou antecipar a colheita em áreas de produção de grãos. A dessecação deve ser realizada em uma época apropriada, quando a cultura atingir o estágio R7 (saiba mais sobre fenologia da soja). É importante também que haja um intervalo de, no mínimo, sete dias entre a colheita e a aplicação dos dessecantes, evitando a ocorrência de resíduos nos grãos.

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