Plantas daninhas na soja: manejo de cobertura do solo

A cobertura de solo permanente é uma das táticas mais eficazes no sistema de manejo integrado de plantas daninhas. Em artigo, a Fundação MS indica os critérios que levam ao sucesso dessa prática

Pedro Zuazo
Invasoras

O uso de cobertura verde permanente é uma tática eficaz no sistema de manejo integrado de plantas daninhas. Ao manter a maior quantidade possível de restos culturais sobre a palhada, o produtor protege o solo contra processos de erosão, retém a umidade por períodos mais prolongados e melhora os atributos físicos do solo. Mas o não revolvimento do solo por implementos de preparo convencional cria a necessidade do controle químico das plantas invasoras.

Dependendo da massa de cobertura a ser dessecada, a operação deve ser feita entre 10 e 20 dias antes da semeadura. O objetivo é evitar que a cultura seja implantada sob condição desfavorável ao desenvolvimento das plantas, em função do abafamento gerado pela massa de invasoras.

Em artigo publicado, a Fundação MS indica que, no sistema aplique-plante, o desenvolvimento inicial da soja ocorre em meio à cobertura vegetal não totalmente dessecada, o que pode reduzir a produtividade em até sete sacas por hectare. A perda se deve à massa de invasoras que continua “em pé” até 14 dias após a emergência das plantas, sombreando a cultura. Por isso, o manejo antecipado da cobertura é essencial, sobretudo em lavouras de alta infestação de invasoras.

Quando a área apresentar elevada cobertura de massa verde, o produtor pode usar o sistema de manejo de invasoras desseque-plante para evitar efeitos adversos da cobertura no desenvolvimento inicial da cultura. Nesse caso, a semeadura é realizada logo após a dessecação, por isso não é recomendável o uso do herbicida 2,4 D, dando-se preferência a outros herbicidas com ação latifolicida, como carfentrazone, clorimurom-etílico, flumioxazin e imazetapir, entre outros. Todos em mistura com o glifosato e em doses que sejam rentáveis.

Segundo a Fundação MS, os herbicidas citados ocasionam uma supressão inicial sobre as primeiras camadas de sementes das daninhas presentes na área, o que diminui a pressão da infestação e melhora a eficiência do pós-emergente. O resultado é a diminuição da interferência inicial da infestação sobre a cultura, proporcionando ganhos de produtividade que compensam os custos.

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