O pioneirismo da pesquisa desenvolvida no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) deu origem à publicação “Ocorrência e distribuição de plantas daninhas no Paraná”. A cargo dos pesquisadores Walter Miguel Kranz, Nelson da Silva Fonseca Junior, Telma Passini e da técnica de informática Nelma Maria Brito Martins, o levantamento catalogou 300 espécies em ordem de importância e potencial de competição com as culturas agrícolas praticadas no estado.
As visitas a campo contemplaram 120 mil quilômetros de extensão e permitiram uma coleta de dados bastante específica em todos os municípios do estado. De acordo com Krans, coordenador do projeto, seis características de cada espécie encontrada foram consideradas pelo estudo.
— Levamos mais de quatro anos observando áreas cultivadas, equidistantes dez quilômetros uma da outra. Em cada propriedade foram identificadas de quatro a 60 tipos diferentes. Catalogamos desde as de maior incidência, como o capim marmelada, até as que interferem minimamente na produção — revela o pesquisador.
Além do livro, os estudos possibilitaram o desenvolvimento de outras tecnologias, como, por exemplo, a confirmação do uso de uma equação para aferição de parâmetros, que teve como desdobramento a criação de mapas de distribuição dessas espécies baseados no georeferenciamento das áreas amostradas.
Técnicos e produtores rurais são diretamente beneficiados com a disponibilização das novas ferramentas de extrema importância para o controle da vegetação daninha e planejamento das safras paranaenses. A fórmula matemática, no entanto, apresenta aplicação universal.