O amendoim produz entre 45% e 50% de óleo, o que é muito atrativo para a indústria de óleo de biodiesel. No entanto, a oleaginosa (com produção anual de 100 a 120 mil toneladas) é destinada basicamente à indústria de confeitaria que pode absorver o alto custo de produção, que fica em torno de R$ 2.200 por hectare. Nesse quesito, o amendoim perde para a soja, que tem sido bastante aproveitada para o biodiesel. Para tentar mudar este quadro, o Iinstituto Agronômico de Campinas (IAC) está desenvolvendo cultivares que diminuam o custo de produção.
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— Este custo de produção pode ser reduzido com variedades com alta resistência a doenças e tolerância a pragas, fazendo com que o custo dos tratamentos e a aplicação dos químicos sejam bastante reduzidos. Isto, porque cerca de 25% do custo de produção é gasto com o controle de pragas e doenças. Outra estratégia é desenvolver variedades que tenham alto desempenho no campo em termos de conversão de óleo por área plantada. Por isso, criamos a IAC Caiapó e a IAC 505 — explica o pesquisador Ignácio Godoy, do IAC.
A variedade IAC Caiapó já foi lançada há quase 15 anos, mas não tem sido muito aproveitada pela indústria de confeitaria. Godoy a caracteriza como uma variedade de porte rasteiro, com alto potencial produtivo (podendo atingir até seis toneladas de amendoim em casca por hectare), e teor de óleo de 50%. Além disso, ela tem moderada resistência a doenças, o que já permite uma redução de gastos com controle químico.
Já a IAC 505 é uma novidade no mercado. Foi lançada ano passado e, segundo Godoy, tem relativa tolerância a doenças, principalmente da parte aérea, e um teor de óleo de 49%. O diferencial dela é o alto teor de ácido oleico no óleo. O pesquisador explica que este ácido é benéfico porque prolonga a vida de prateleira do produto derivado do amendoim, o que vale tanto para a confeitaria quanto para o óleo que se destina a biodiesel. Este óleo pode servir como um melhorador da qualidade do combustível. O instituto continua pesquisas, principalmente, para desenvolver cultivares resistentes a doenças.
— Em poucos anos, poderemos ter variedades suprimindo completamente o controle químico de doenças, com uma certa perda de produtividade, mas que será economicamente viável para o produtor, já que os gastos serão muito baixos. Se, hoje, necessitamos pulverizar seis ou sete vezes uma lavoura, com as pesquisas que o IAC está fazendo podemos desenvolver cultivares que exijam pulverizações de zero a duas vezes por safra. Isto representaria uma redução substancial no custo de produção e daria ao amendoim grande potencial para biodiesel — adianta.
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"O custo de produção |
