Pesquisa desenvolvida pela Embrapa Agroindústria Tropical e Universidade Federal de Lavras (UFLA), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Embrapa Acre, desenvolveu um método para detectar umidade em plantas aromáticas, utilizando solventes orgânicos menos tóxicos que o Tolueno.
As plantas aromáticas possuem dentre outros constituintes químicos, os óleos essenciais, de grande importância econômica, sobretudo nos setores alimentício, farmacêutico e de perfumaria.
Segundo o Comunicado Técnico publicado pela Embrapa, entre os parâmetros avaliados, a determinação do teor de água presente na matéria-prima é de fundamental importância para se comparar tratamentos em uma mesma base de umidade.
O trabalho utilizou como reagentes: Ciclohexano e Diclorometano. Os solventes orgânicos contêm diferentes graus de toxicidade e os resultados obtidos mostraram eficiências equivalentes ao do Tolueno na determinação do teor de umidade de plantas aromáticas.
Desta forma, o estudo buscou reduzir os danos toxicológicos causados no método de destilação que tem sido recomendado até agora, em que é utilizado Tolueno. Entre os equipamentos e vidrarias utilizados, está um destilador tipo Clevenger modificado, modelo que poderá ser obtido em indústrias fabricantes de vidrarias para laboratórios.
Depois de feita a destilação da amostra, o material é recolhido em tubos de centrífuga e de vidro volumetricamente graduados os destilados, contendo duas fases (aquosa mais orgânica) para se fazer a leitura do volume de água obtido. O estudo atende a demanda da comunidade científica e dos demais interessados em plantas aromáticas. Para verificar como funciona este método, faça o download do arquivo.