Japira e Pérola: duas novas cultivares de banana em PE

Inidicação das variedades para Zona da Mata faz parte da reformulação elaborada pelo projeto de pesquisa da Embrapa

Nivea Schunk
Banana

A proposta de reformulação tecnológica do sistema produtivo da bananicultura na Zona da Mata pernambucana integra a pauta do Seminário de Encerramento do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável na região, que ocorrerá em Recife, nos próximos dias 17 e 18 de junho. Fruto da parceria entre o Promata e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), o projeto conduzido pela Embrapa Tabuleiros Costeiros, propõe técnicas de manejo integrado da bananeira e recomenda as variedades Japira e Preciosa para os pomares locais. Os materiais resistentes à sigatoka amarela, dispensam a utilização de insumos e apresentam o dobro da produtividade tradicionalmente alcançada pelos bananicultores.

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Engenheiro agrônomo, atuante na área de recursos genéticos de fruteiras tropicais da unidade, o pesquisador Josué Francisco Silva Junior, comenta os resultados muito positivos conseguidos com a inoculação de bactérias promotoras de crescimento em mudas de bananeira, também para aumentar a proteção contra o fungo causador do mal-do- panamá. Em três anos de experimentos laboratoriais e de campo, o rendimento da colheita atingiu 20 toneladas de bananas por hectare.

— Na verdade, o modelo de produção da Zona da Mata de Pernambuco ainda carece de tecnologia. As adequações relativas às cultivares mais tolerantes, são o principal desafio para a maioria dos produtores que ainda cultivam a Pacovan, altamente suscetível a doenças. Além disso, obtivemos em laboratório isolados de microorganismos benéficos da planta, que vêm demonstrando alto potencial para impedir contaminações oriundas do solo, principalmente quanto a ação do  Fusarium oxysporum f. sp. cubense— explica.