Algumas espécies de maracujá, fruto nativo da região central do Brasil, incluindo o Cerrado, possuem propriedades medicinais. Pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa de Aquicultura, Pesca e Sistemas Agrícolas (CNPASA), em Palmas (TO), visa investigar e explorar o seu potencial curativo, trazendo novas tecnologias para o cultivo da planta.
— Os maracujás são nativos da região do Cerrado e do Tocantins. Buscamos investir na diversidade, descobrindo como podem ser produzidos, em quanto tempo geram flores, quantos frutos são produzidos por hectare e as principais doenças. As importantes respostas sobre essas plantas silvestres são repassadas ao produtor, para que ele as produza comercialmente e, posteriormente, a indústria extraia os componentes e processe os fármacos — explica um dos pesquisadores responsáveis, Gustavo Azevedo Campos.
Até o momento, já foram determinadas as seguintes características de duas espécies: tempo de produção, peso e tamanho dos frutos, quantidade por planta, concentração da substância de interesse, resposta à adubação, irrigação, doenças limitantes e tecnologia de manejo da cultura. A ideia é disponibilizar as informações já consolidadas, facilitando o cultivo e aumentando a produtividade.
— Com a definição dos métodos de produção das passifloras, ou seja, dos maracujás, vamos repassar as tecnologias tanto para os produtores familiares quanto para os grandes produtores. O importante é que eles estejam organizados e possam produzir de forma comercial, para obter lucros e fornecer às indústrias as substâncias desejadas. A expectativa é que, em 2010, a tecnologia possa ser transferida aos agricultores — esclarece.