Estudos viabilizam cultivo do maracujá medicinal no Cerrado

As respostas são repassadas ao produtor para que seja realizada produção comercial da passiflora e, posteriormente, dos fármacos industriais

Margareth Santos
Manejo

Algumas espécies de maracujá, fruto nativo da região central do Brasil, incluindo o Cerrado, possuem propriedades medicinais. Pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa de Aquicultura, Pesca e Sistemas Agrícolas (CNPASA), em Palmas (TO), visa investigar e explorar o seu potencial curativo, trazendo novas tecnologias para o cultivo da planta.

— Os maracujás são nativos da região do Cerrado e do Tocantins. Buscamos investir na diversidade, descobrindo como podem ser produzidos, em quanto tempo geram flores, quantos frutos são produzidos por hectare e as principais doenças. As importantes respostas sobre essas plantas silvestres são repassadas ao produtor, para que ele as produza comercialmente e, posteriormente, a indústria extraia os componentes e processe os fármacos — explica um dos pesquisadores responsáveis, Gustavo Azevedo Campos.

Até o momento, já foram determinadas as seguintes características de duas espécies: tempo de produção, peso e tamanho dos frutos, quantidade por planta, concentração da substância de interesse, resposta à adubação, irrigação, doenças limitantes e tecnologia de manejo da cultura. A ideia é disponibilizar as informações já consolidadas, facilitando o cultivo e aumentando a produtividade.

— Com a definição dos métodos de produção das passifloras, ou seja, dos maracujás, vamos repassar as tecnologias tanto para os produtores familiares quanto para os grandes produtores. O importante é que eles estejam organizados e possam produzir de forma comercial, para obter lucros e fornecer às indústrias as substâncias desejadas. A expectativa é que, em 2010, a tecnologia possa ser transferida aos agricultores — esclarece.