Época ideal para identificação de nematóides

A coleta tem que ser feita a partir do florescimento da cultura, período que favorece a medição da densidade populacional do fitoparasita

Breno Fonseca
Sanidade Vegetal

O diagnóstico sobre a população de nematóides existentes nas propriedades rurais, segundo a Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), deve ser realizado até o a pré-colheita da soja. Com isso, é possível identificar os parasitas quando ao gênero, espécie e raça. O aumento dos nematóides no estado matogrossense chamou a atenção da Aprosmat para um trabalho de orientação através de análises que o próprio agricultor pode fornecer.

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De acordo com a pesquisadora Neucimara Ribeiro, a fase de florescimento é mais propícia para a coleta dos minúsculos organismos, pois é possível enviar amostras de solo e raízes aos laboratórios, o que favorece o estudo sobre onde os diferentes tipos de se concentram. A coordenadora técnica da Aprosmat comenta que, há seis anos, a principal preocupação do sojicultor era com nematóides de galha e com os de cisto da soja. Porém, atualmente, o nematóide das lesões radiculares também merece atenção especial devido à sua disseminação na região e à dificuldade de seu manejo. Neucimara ressalta que o produtor deve tomar certas atitudes para evitar problemas.
 

— Para o controle de nematóides, nunca podemos pensar em uma atitude sozinha. São várias ferramentas para conseguirmos bons resultados, que passam do uso de variedades resistentes à rotação de culturas. O primeiro passo é, se lavoura apresenta sintomas, fazer uma coleta, enviar para exame para saber quais são as espécies presentes e os níveis populacionais na área — aponta a pesquisadora.
 

Como nem sempre sementes resistentes estão disponíveis no mercado, Neucimara aconselha que uma das medidas que podem ser tomadas pelos agricultores é a rotação de culturas. No caso da soja, ela explica que algumas culturas são suscetíveis aos nematóides, como milho, milheto e sorgo. O ideal é escolher plantações que não forneçam alimentos aos organismos predatórios, que chegam a reduzir 40% o desenvolvimento das plantas.
 

— A planta fica amarelada, de baixo porte e os grãos amadurecem prematuramente e caem. Hoje as variedades comerciais toleram bem o fitoparasita, sem contudo impedir seu crescimento. Com o passar dos anos, as populações aumentam. Por isso, é importante realizar a safra de rotação, com culturas que, ao contrário da soja, não sejam da preferência alimentar dos pequenos parasitas — esclarece Neucimara, concluindo que, diferentemente de fungos, eliminados com a aplicação de remédios, durante a safra o produtor nada poderá fazer para controlar os nematóides.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Aprosmat pelo telefone (66) 3421-9907.