Embrapa realiza curso sobre mandioca e banana para extensionistas

A extensão rural tem um papel fundamental porque realiza um processo educativo de longo prazo com o agricultor

Embrapa Acre
Banana

Cerca de 20 extensionistas da região do Alto Acre participam do curso de atualização sobre as culturas da banana e da mandioca, realizado pela Embrapa Acre, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nos dias 5 e 7 de outubro.

As aulas teóricas são realizadas no auditório da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar de Brasiléia (AC) e as práticas, em propriedades de agricultores familiares dos pólos agroflorestais de Epitaciolândia e Xapuri.  Ministrado por pesquisadores e analistas da Embrapa, a capacitação aborda a identificação e o controle de doenças e pragas, além dos tratos culturais adequados para as duas culturas.

Segundo o analista Gilberto Costa, coordenador da ação, o objetivo do curso é manter os extensionistas atualizados para que a  assistência prestada aos agricultores tenha cada vez mais qualidade. “Estamos mostrando práticas simples, que muitas vezes o produtor rural não adota por falta de conscientização. A extensão rural tem um papel fundamental nesse contexto, porque realiza um processo educativo de longo prazo com o agricultor e por isso esses técnicos precisam de incentivos constantes, como essa atualização”, afirma Costa.

Transferência de Tecnologias

 A atividade faz parte do projeto “Transferência de tecnologias para consolidação dos pólos agroflorestais nos territórios do Alto Acre e Capixaba, com foco na proposta de desenvolvimento sustentável para o Acre”. Já foram instaladas sete unidades demonstrativas de banana e mandioca, culturas estratégicas para a agricultura familiar do Estado, em cinco pólos agroflorestais de Brasiléia, Xapuri, Epitaciolândia e Capixaba.

As áreas onde estão sendo cultivadas as variedades recomendadas pela Embrapa pertencem a agricultores familiares e foram selecionadas pelas associações. Cada unidade demonstrativa servirá como ponto de multiplicação de mudas de banana e manivas de mandioca para distribuição aos produtores rurais. Segundo o agricultor Nivaldo Alves, do Pólo Epitaciolândia, a produção de banana em sua propriedade tem enfrentado problemas devido a sigatoka-negra, doença que prejudica a produção. “Eu plantava a banana e na hora de colher, quase não tinha cacho. Agora, com essas variedades resistentes à doença eu espero ter uma boa safra esse ano”, afirma.

Para o extensionista Raimundo Costa, responsável pelo escritório da Seaprof em Epitaciolândia, a região do Alto Acre tem grande incidência de pragas e doenças e muitos produtores rurais não sabem realizar os tratos culturais importantes para garantir a longevidade da produção. “Isso impede que os agricultores tenham rentabilidade e a tendência, nesse caso, é eles abandonarem as áreas. Por isso precisamos da integração das instituições de assistência técnica e pesquisa”, diz.