Eliminação dos vetores é fundamental para controle da leprose

Além das pulverizações, produtor deve tomar uma série de precauções para eliminar doença que pode levar as plantas de citros à morte

Pedro Zuazo
Sanidade Vegetal

A leprose dos citros é uma doença causada por um vírus, com ação localizada na planta, que se dissemina apenas pela ação do ácaro Brevipalpus phoenicis. Encontrada em lavouras da América Central e da América do Sul, sobretudo no Brasil, é uma doença de fácil identificação, já que sua ação causa sintomas visuais na planta. A leprose danifica os frutos, reduzindo seu peso, prejudica os ramos, comprometendo a produção das plantas, e lesiona os ramos, dificultando o fluxo de seiva e restringindo o desenvolvimento radicular da planta. O método mais eficiente de manejo da doença é o controle do vetor através da pulverização de produtos seletivos.

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Por se tratar de uma doença causada por um vírus que tem como agente transmissor o ácaro, a maneira orientada para controle da doença é a erradicação dos focos da doença e do transmissor. Não tendo o transmissor, a doença não tem condições de se disseminar pelo pomar. Uma vez eliminados os focos da doença, também se diminui a probabilidade de infecção do vetor. Mesmo presente, não havendo foco ele não tem condição de transmitir, pois é um ácaro que não nasce infectado pelo vírus. De acordo com o prof. Carlos Amadeu Leite de Oliveira, do departamento de fitossanidade da Unesp de Jaboticabal, o controle bem sucedido do transmissor erradica completamente o problema.

— Como o vírus é de ação localizada e não se dissemina em toda a planta, também não se dissemina, por si só, de uma planta para outra. Então eliminando o vetor, mesmo que algumas plantas estejam infectadas, elas não têm como se disseminar para outra. E para diminuir o percentual de agentes transmissores infectados você diminui o foco da doença, o foco do vírus através de poda — orienta o pesquisador.

Além da poda, Oliveira recomenda outros métodos de controle, que começam na fase de implantação do pomar, com a aquisição de mudas sadias. Além disso, é importante evitar o uso excessivo de roçadeiras e grades no pomar, porque as partículas sólidas depositadas sobre a superfície das folhas cria condições propícias ao desenvolvimento do ácaro. Na fase da colheita, o produtor deve se preocupar em efetuar sempre a colheita total da planta, sem deixar frutos remanescentes que são os locais preferidos dos ácaros. Também é importante evitar o uso de transferência de material de colheita de um talhão para o outro, para evitar que talhões infectados levem ácaros para os não infectados.