Criação de robalos em cativeiro

Incaper implementa viveiros de robalos em conjunto com tilápias

Nivea Schunk
Reprodução Animal

O estudo dos aspectos reprodutivos e nutricionais de robalos, do Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper), objetiva desenvolver técnicas direcionadas à bioecologia e à aquicultura. Para a pesquisadora Glaucia Praxedes, esse trabalho é fundamental para a revitalização das comunidades pesqueiras do Espírito Santo.

De acordo com ela, a redução dos estoques naturais da espécie nativa está relacionada à pesca predatória. Agentes ambientais selecionados entre pescadores locais realizaram a captura de indivíduos, que, após serem analisados, foram levados à unidade agroecológica do instituto.

As pesquisas de perfil revelaram que o robalo peba é encontrado em maior abundância no estado do Espírito Santo, com 70% de ocorrência. Seguido de 29% de robalo flecha e apenas 1% do tipo pena.

A portaria do Ibama, que determina a pesca do robalo somente a partir dos 30 centímetros, está baseada num dado observado durante os ensaios. A medida tem o intuito de garantir a primeira maturação sexual do peixe, preservando pelo menos um ciclo reprodutivo.

Quanto ao poli-cultivo em cativeiro, a condução juntamente com tilápias, geradoras de alimento através de seus filhotes, já tem viabilidade comprovada. Porém, os resultados sobre quantidade e espaço necessários nos viveiros precisam de maiores obervações. O desenvolvimento da espécie é lento e requer aspectos nutricionais mais específicos.

— Precisamos garantir o desempenho dos índices zootécnicos para disponibilizar a tecnologia. A intenção é proporcionar retorno através da piscicultura e reduzir a pesca extrativista — afirma, Glaucia.