Uma atividade complementar em pequenas propriedades, assim pode ser definida a criação e comercialização de galinha tipo caipira em Boa Vista (RR). Mas a Embrapa Roraima alerta para alguns cuidados a serem feitos, como existência de um sistema de produção definido, sem deixar de lado a melhor análise do mercado local e regional.
De acordo com estudo coordenado pelo veterinário Ramayana Menezes Braga, essa atividade é feita de modo rudimentar na cidade, já que é praticada sem controle de aspectos técnicos e econômicos pela maior parte dos criadores.
Também não foi identificado durante a realização do trabalho qualquer registro junto ao Serviço de Inspeção Federal, para fins de criação, transporte e comercialização de frangos caipira/coloniais para corte e postura.
Outra verificação feita pela pesquisa da Embrapa, é de que as galinhas ditas caipiras comercializadas vivas no mercado de Boa Vista não apresentam indicativos que atendam as exigências emitidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Desde 1999, o Ministério publicou disposições a serem seguidas na produção de “frango caipira ou frango colonial” ou “frango tipo ou estilo caipira” ou “frango tipo ou estilo colonial”. Procedentes de diversas regiões do Estado, essas galinhas do “tipo caipira” chegam juntamente com outros produtos para comercialização nas feiras livres de Boa Vista.
O objetivo foi conhecer o mercado varejista de galinha viva comercializada como tipo “caipira” disponível para comercialização em feiras e mercados na cidade de Boa Vista, visando subsidiar os interessados no assunto. A coleta de dados foi realizada com o uso de questionário semi-estruturado.