Boas práticas para pimenta do reino

Produtividade e qualidade da pimenta do reino é alvo de parceria entre Emater e Embrapa

Emater PA
Manejo

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e a Empresa Brasileira de Pesquisa (Embrapa) serão parceiras no projeto “Adoção de boas práticas agrícolas para o aumento da produtividade e qualidade da pimenta do reino no Pará”. O projeto terá a duração prevista de 36 meses.

O projeto será implantado por meio de Unidade de Aprendizagem Tecnológica (UAT) nos municípios de Baião, Tome- Açu e Capitão Poço, nordeste paraense, onde foi realizado um diagnóstico de produção, beneficiando 40 agricultores por município. As mudas utilizadas no plantio serão produzidas nesse primeiro momento pela Embrapa, mas paralelo a isso, a equipe técnica envolvida no processo, vai ajuda na produção de mudas limpas, livres de doenças.

A Emater, que participa de todo o processo de elaboração do projeto, também terá a responsabilidade da impressão das cartilhas que vão ajudar os técnicos na realização dos trabalhos de campo. A cartilha doada aos agricultores conterá informações sobre as boas práticas da cultura da pimenta do reino adotando uma linguagem simples e ilustrativa. “Envolveremos pelo menos 30 técnicos no processo de produção juntos aos  agricultores que já recebem a assistência técnica da Emater”, lembrou Cleide Amorim.

Segundo Oriel Filgeira de Lemos, agrônomo e melhorista vegetal da Embrapa, A produção de muda de qualidade é o ponto de estrangulamento da cultura da pimenta do reino. O projeto quer orientar os agricultores para uma produção utilizando as tecnologias como, manejo adequado da cultura, acessíveis a qualquer produtor, a fim de aumentar a produtividade, a qualidade e o ciclo econômico. “O aumento de um ano da vida útil da pimenta do reino pode representar um ganho econômico de 20%”, disse Lemos.

O Pará já foi o maior produtor e exportador de pimenta do reino do mundo. Hoje, ainda é responsável por 80% da produção brasileira. Desse total 90%, vai para o mercado externo. Nesse momento o país asiático, Vietnã, ocupa o primeiro lugar em produção da especiaria.  A queda na produção deu-se principalmente por problemas causados por pragas e doenças como a fusariose.