O mandarová-da-mandioca é uma praga que ataca ocasionalmente a mandioca causa a desfolha da planta e prejudicando o tamanho dos tubérculos e a quantidade de amida presente nos frutos. É difícil adotar medidas preventivas contra a praga que não ocorre de forma recorrente por isso é muito importante fazer o monitoramento nesta época do ano quando os ovos estouram e as lagartas começam a surgir. Uma das principais formas de controle do mandarová é um bioinseticida caseiro preparado com as próprias lagartas mortas pelo veneno, que só é tóxico ao inseto. A praga é facilmente identificável na lavoura, apesar de poder ter várias cores, ela tem cerca de 7 centímetros e a largura de um dedo médio humano.
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— Existe um produto a base de bactéria que pode ser usada para várias lagartas. Temos também dois inseticidas que são registrados para essa praga. Na Embrapa Acre, temos trabalhado com os pequenos produtores o uso de um vírus específico para a lagarta da mandioca, totalmente inofensivo para outros animais, meio ambiente e seres humanos. Essas lagartas são recuperadas depois de sete a oito dias de aplicação. Os produtores catam as lagartas e fazem um extrato com elas. Depois de coado, este extrato pode ser reaplicado na lavoura por meio de pulverização. Você utiliza 80 ml de extrato de lagarta por hectare espalhando essa doença para a lagarta. A grande vantagem é que ele pode ser armazenado em congelador por até 5 anos. Isso é importante porque a gente não sabe quando a lagarta vai voltar a atacar de novo — explica o entomologista Murilo Fazolin, pesquisador da Embrapa Acre.
Segundo o pesquisador, a preparação do extrato é muito simples. Basta pegar as lagartas mortas no campo, amassá-las com um pouco de água e coar em um pano fino. O caldo que vai sair desta mistura contém o veneno que matou as lagartas e vai servir para pulverizar a lavoura na próxima infestação que houver. Fazolin diz que os agricultores não precisam se preocupar com o manuseio do caldo porque o veneno não é tóxico para seres humanos. Os meses de novembro e janeiro são a época em que as lagartas começam a aparecer na plantação e é a hora que os produtores devem começar a aplicar o controle para que a infestação não se intensifique em janeiro e fevereiro.
— Alguns produtores também usam uma fonte luminosa que atrai as mariposas adultas produtoras dos ovos das lagartas. O pessoal usa um pico de luz e coloca uma bacia com óleo diesel ou sabão em baixo porque elas começam a rodar na luz, caem no líquido e morrem. Um adulto fêmea pode colocar até 400 ovos durante a sua vida. Se vc retira um inseto desses da lavoura você já está promovendo um controle. Existem alguns produtores que fizeram com rossados pequenos, com meio hectare, que fizeram a catação manual dessas lagartas, cortando elas ao meio — conta.
