A mandioca é um produto que faz parte da culinária nordestina, sendo que 87% da população consomem o produto, segundo dados do IBGE. Para incentivar a produção desta raiz, os técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (Ebda) oferecem aos agricultores da região de Feira de Santana cursos para o beneficiamento da mandioca e orientam sobre a seleção de variedades de sementes adaptáveis na região para melhorar a produtividade.
A experiência do agricultor José Jorge de Jesus (42), da Comunidade Fazenda Mangueira, em Coração de Maria, mostra que é possível, com a adoção de técnicas e plantio de sementes de mandioca mais produtivas recomendadas pela Ebda mudar para melhor o cenário da produção. “Eu não tinha nenhuma orientação prática, mas, agora além de aumentar o espaçamento do meu terreno para melhorar a produtividade, produzo adubo orgânico para o solo e utilizo a parte aérea e a casca da mandioca para fabricar a ração dos meus carneiros, porcos e gado”, explica.
Com uma produção de 100 sacos de farinha por hectare, o agricultor passou a colher em até dez meses a raiz, após a plantação das novas variedades de sementes de mandioca. Antes disso, o período de colheita levava até dois anos. Mas, José não parou por aí. Com a aquisição de um crédito agrícola foi possível adquirir uma casa de farinha, aumentando a renda das famílias que vivem na região. “Hoje não preciso mais produzir em outras casas de farinha. Tenho a minha própria, e o espaço ainda serve a demais produtores de mandioca na comunidade”, afirma.
O Técnico agropecuário da Ebda em Feira de Santana, Amilton Silveira, explica os benefícios que o agricultor tem em plantar a mandioca, devido a adaptação ao clima e solo. “A mandioca é a principal atividade aqui no município. Dessa maneira, além de ter uma produtividade alta, os produtos são fáceis de vender, é uma cultura que tem o ano todo, choveu você plantou, é diferente de outros cultivares”.
No que se refere a produção de José, o técnico diz que o agricultor já pensa em comercializar os subprodutos da mandioca em feiras locais. “Nosso objetivo agora é trabalhar para intensificar a inserção dos agricultores nos programas de governo. A ideia é fornecer os produtos para a merenda escolar, através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), gerando renda para as famílias que vivem no meio rural e mantendo os trabalhadores no campo”, destaca.