Apicultores discutem Indicação Geográfica para o mel de melato de bracatinga

EPAGRI
Manejo

A Epagri promoveu, no dia 7 de junho, a “I reunião de sensibilização dos atores da cadeia produtiva do mel de melato de bracatinga do planalto catarinense”. O evento foi realizado na Estação Experimental de Lages e atraiu cerca de 50 pessoas, entre apicultores do Planalto Sul e do Planalto Norte, entrepostos que comercializam o mel de melato, além de técnicos e dirigentes de instituições como Epagri, Sebrae/SC, UFSC, IFSC/Lages, Associações de Apicultores, Federação das Associações de Apicultores de Santa Catarina (Faasc) e Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.

O mel de melato é produzido a partir da associação da bracatinga com a cochonilha, um inseto que se alimenta da seiva e expele um líquido açucarado usado pelas abelhas na fabricação desse produto típico do Planalto Serrano. Ele tem cor escura, é levemente menos adocicado que o mel de origem floral e possui maior quantidade de minerais, além de propriedades medicinais.

O objetivo do encontro foi discutir a proposta de construção conjunta de uma futura Indicação Geográfica (IG) para o mel de melato de bracatinga. “As características singulares determinadas pela condição geográfica possibilitaram o reconhecimento desse mel como o melhor do mundo em 2017, no 45º Congresso Internacional de Apicultura, em Istanbul, na Turquia”, conta Everton Vieira, geógrafo do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC (Ciram/Epagri).

Na reunião, foram apresentadas as etapas de construção de uma Indicação Geográfica, que implicam, por exemplo, no reconhecimento da notoriedade do produto no território e na realização de estudos técnico-científicos que irão embasar o dossiê de submissão do pedido para a IG. Os apicultores tiraram dúvidas sobre o processo e conheceram casos de sucesso desenvolvidos em Santa Catarina e em outras regiões do País.

A Indicação Geográfica traz uma série de vantagens para envolvidos, como aumento da relação de confiança entre produtores e consumidores, desenvolvimento dos territórios, valorização da cultura regional e do “saber-fazer”, agregação de valor ao produto, a abertura de novos mercados e preservação do meio ambiente.