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A cultura da cana-de-açúcar no Brasil está em plena expansão impulsionada pelo surgimento dos motores FlexFluel e pela demanda mundial do açúcar. Os dados do sistema CANASAT do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais mostram que, para safra 2010/2011, teremos mais de 5,3 milhões de ha plantados com a cultura somente no estado de São Paulo.

Nos últimos anos o sistema de produção de cana-de-açúcar vem sofrendo diversas modificações como a introdução de novas variedades e tecnologias, uma das mudanças mais importantes é a redução e posterior término do manejo com queimadas e a adoção da colheita mecanizada. A técnica de utilizar à queimada apresenta inúmeras desvantagens, principalmente nos aspectos ambientais como prejuízo a macro e micro fauna do solo e a poluição atmosférica, porém também existem vantagens com as queimadas como a facilidade na colheita e a redução de algumas pragas da cultura. Portando as mudanças que estão ocorrendo atualmente, principalmente em relação às queimadas, tem provocado um aumento de algumas pragas chaves já existentes e o surgimento ou manifestação de novas pragas, que anteriormente não causavam prejuízo. Novas tecnologias para o controle de pragas na cultura da cana-de-açúcar deverão surgir nos próximos anos e tecnologias já existentes, porém pouco utilizadas, deverão ter seu uso intensificado.

O segundo maior programa mundial de controle biológico é o da cigarrinha da cana Mahanarva spp, no qual é empregado o fungo entomopatogênico Metarhizium anisoliae, que controla tanto as ninfas quanto os adultos da cigarrinha. Esse programa hoje tem cerca de um milhão de hectares.

O ataque das ninfas e adultos da cigarrinha provoca danos visíveis à lavoura, com colmos de cana mais finos e até mortos, causando redução de até 60% de peso e, principalmente, do teor de sacarose, devido à contaminação por toxinas e microrganismos, provocando perdas na produção de açúcar e de álcool.

A pesquisa e desenvolvimento do controle biológico da cigarrinha-da-cana são de extrema importância para a economia do setor, já que o custo do controle é mais baixo do que o controle químico. Sem contar com o ganho para o meio ambiente, já que o bioinseticida à base do fungo não é tóxico ao ambiente bem como o homem. O uso do fungo M. anisopliae vai ser intensificada nos próximos anos em virtude do aumento da praga. Novas tecnologias de formulação de produto e tecnologias de aplicação podem e devem colaborar na praticidade do uso do controle biológico e no conseqüente aumento no uso desta tecnologia. O uso do controle biológico muitas vezes é barrado pela falta de praticidade na aplicação, baixa qualidade do produto, custo-benefício e falta de treinamento e informações adequadas quanto o uso dos produtos.

Atualmente diversas empresas têm desenvolvido produtos para controle biológico da cigarrinha e outras pragas da cultura da cana-de-açúcar, a perspectiva é que para os próximos anos existam disponível no mercado um pacote de tecnologias e soluções biotecnológicas para controle de pragas, doenças e aumento da fertilidade do solo. 

O demanda do mercado é por produtos que contenham características como alta concentração de esporos, novas formulações, compatibilidade e praticidade no uso. A expectativa é que produtos com estas características possam ampliar o uso do controle biológico da cigarrinha na cultura da cana-de-açúcar e dessa forma proporcionar uma a produção mais sustentável do Etanol e açúcar no Brasil.

Autores: Fernando Bonafé Sei, Maria Silvia e Rodrigo Ribeiro

Artigo originalmente publicado em 27/12/2010 

 

 

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Mancha
17/09/2011 - 23:22
Ow inimigo natural dos corintianos.sÒo os.PALMEIRENSES..TUP..MANCHA VERDE...esses sim controlam eles...

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1 comentário

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