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     02/07/2022            
 
 
    

Há exatos seis anos muitos agricultores paranaenses viam o artigo 2º do Código Florestal Brasileiro (Lei n° 4.771/1965) como uma ameaça à economia da sua propriedade. Em um estado agrícola, perder áreas destinadas à produção para plantar árvores era algo incompreensível, tanto para pequenos, como para os grandes agricultores.

Com isso, orientações sobre a importância da recomposição ou manutenção das matas ciliares – vegetação presente ao longo das margens dos rios e ao redor de nascentes e considerada Área de Preservação Permanente – como benefício para produção ou apenas em cumprimento a Lei eram desconsideradas pelos agricultores.

Foram plantadas mais de 100 milhões de árvores, recuperadas 4 mil nascentes apenas na região Oeste do Paraná e beneficiados 132 mil agricultores. Estes são alguns resultados obtidos pelo Programa Mata Ciliar, lançado em 2004 pelo governo do Estado e que, hoje, já é considerado um dos maiores Programas de recuperação de cobertura florestal do planeta.

Uma das maiores preocupações do governo do Estado era reverter o processo histórico de degradação da cobertura florestal. O reflexo da perda de florestas era constatado na queda da qualidade da água dos rios, sumiço de nascentes, extinção de espécies nativas e pequenas propriedades produzindo menos, em função da erosão do solo.

Em 2004, o governo lançou um desafio ao Paraná: a recomposição das matas ciliares. O Programa Mata Ciliar surgiu com a meta de plantar 90 milhões de árvores às margens dos principais rios, Unidades de Conservação, reservatórios de usinas hidrelétricas e mananciais de abastecimento. Foram investidos cerca de R$ 20 milhões na reestruturação dos 20 viveiros do IAP que até o ano de 2004, produziam 3 milhões de mudas de espécies exóticas, anualmente.

O Estado produziu 20 milhões de mudas de 85 espécies nativas em um ano. Todas elas recomendadas pela Embrapa nas sete regiões bioclimáticas do Paraná. E para descentralizar a produção foram adquiridos outros 422 viveiros, doados a prefeituras, Copel, Sanepar, APAES, Colégios Agrícolas, Clubes de Serviço, penitenciárias e Cooperativas.

 Rio Guaraguaçu
 

O Programa recompõe a mata ciliar plantando mudas de espécies nativas em áreas desmatadas ou isolando áreas parcialmente degradadas, para que a vegetação se recomponha naturalmente. O Programa também fornece cercas de arame para que pequenos agricultores isolem as matas ciliares em áreas de criação de gado.

Em campo, 1,8 mil técnicos do Governo ou cedidos por prefeituras, Organizações Não-Governamentais, Cooperativas e entidades parceiras fazem o trabalho de convencimento e cadastro dos agricultores inseridos no maior programa de recomposição de mata ciliar do mundo.

RECORDE - Com tamanha mobilização os resultados e bons exemplos foram surgindo. Cerca de 300 entidades envolvidas, 30.122 mil hectares de novas mudas semeadas no campo, 4.982 mil quilômetros de cercas, 17.488 hectares de áreas abandonadas para regeneração natural e 132 mil pessoas que integram o Programa em todo o Paraná. Já o índice de sobrevivência das mudas é de 55% .

A exemplo de outros municípios paranaenses, na regional do IAP de Guarapuava – que atende a 34 municípios - os plantios acontecem através de parceria com instituições públicas e privadas. 

Outra conquista do Programa Mata Ciliar - em uma das maiores regiões agrícolas do estado - foi a assinatura, em 2006 de um Protocolo de Intenções com a Cooperativa Agrária Mista de Entre Rios, para o fornecimento de mais de 100 mil mudas para recuperação de Mata Ciliar em área dos seus associados e da própria Cooperativa. Já a recuperação da Mata Ciliar de abrangência da Usina Santa Clara incluiu o plantio de mais de 200 mil mudas de espécies nativas.

EXEMPLOS - Bons exemplos e iniciativas em prol do meio ambiente não faltam na história do Programa Mata Ciliar que a cada ano ganha reforços. Um deles é o Projeto Água Viva da Coopavel, que desde 2004 recuperou 4,2 mil nascentes de água em 3,6 mil propriedades rurais da região Oeste.

E como uma boa ação leva a outra, no último mês de novembro a Cooperativa Agroindustrial de Mandaguari lançou o Projeto Olho D’Água, que irá recuperar as minas e nascentes em propriedades de 22 municípios da região, com orientação técnica da Sema, Iap e Emater. Todos os agricultores que tiverem uma nascente poderão se cadastrar no Projeto e serão capacitados. A única contrapartida do proprietário será a mão de obra já que a empresa Nortox entrará com materiais e logística.

Como Participar -  Através do site www.mataciliar.pr.gov.br ou www.iap.pr.gov.br é possível encontrar informações sobre os viveiros e onde as mudas podem ser obtidas, endereços e telefones dos viveiros do Paraná.

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Ney Mahalo
27/09/2010 - 10:59
Achei o assunto muito pertinente

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1 comentário

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